“Não importa quantos cisnes brancos você veja ao longo da vida; isso nunca lhe dará certeza de que cisnes negros não existem.” (Karl Popper)
Antes da descoberta da Austrália, as pessoas do Antigo Mundo estavam convencidas de que todos os cisnes eram brancos. Esta era uma crença inquestionável. Deparar-se com o primeiro cisne negro foi uma grande surpresa que abalou cientistas da época. Este acontecimento ilustra uma limitação no nosso método de aprendizado por meio de observações ou experiências e a fragilidade de nosso conhecimento.
Uma única observação pode invalidar uma afirmação originada pela existência de milhões de cisnes brancos. Tudo que se precisa é de um único pássaro negro. O que chamamos aqui de Cisne Negro é um evento com os três atributos principais. Primeiro, o Cisne Negro está fora do âmbito das expectativas comuns, já que nada no passado pode apontar convincentemente para a sua possibilidade. Segundo, ele exerce um impacto extremo. Terceiro, a natureza humana faz com que desenvolvamos explicações para sua ocorrência após o evento, tornando-o explicável e previsível.

A “Teoria do Cisne Negro”, foi desenvolvida por Nassim Nicholas Taleb, um talentoso investidor de Walt Street autor do livro “The Black Swan: The Impact of the Highly Improbable” (O Cisne Negro: O impacto do altamente improvável). O mundo é bem mais complexo do que pensamos ou modelamos. Taleb expressa seu espanto no fato de que continuamos acreditando que somos bons em prever fatos usando ferramentas que excluem os raros eventos, mesmo diante de um histórico terrível de previsões passadas.

